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31 de mai. de 2019

Review do RRR GTStage - Como foi o maior tributo ao Ridge Racer através do GT Sport?

Salve, salve!!! Estamos de volta com postagens no blog da GTStage...
Enfim, acabou mais um campeonato aqui no grupo - mais precisamente, um campeonato pra lá de especial. Pela primeira vez na história, a GTStage decidiu inovar, fugiu de todos os padrões possíveis e integrou um método nunca antes visto, baseando-se de forma completamente fiel ao jogo em questão, que estava recebendo a devida homenagem: tratava-se de Ridge Racer Type 4 (para os mais chegados, R4), que está completando 20 anos de lançamento. A ideia acabou sendo imposta por um de nossos administradores, na qual é fã de carteirinha do game e da série da NAMCO.

TEASER DO CAMPEONATO (VALEU, PEDRO GOMES!):

Para esta bela homenagem, foi decidido que o campeonato não contaria com os métodos já conhecidos, como por exemplo, teve abstenção do Qualifying (feito apenas na primeira etapa), duas corridas em circuitos distintos no mesmo dia e também, equipes e pilotos selecionados por sorteio...


Mas, acreditamos que, o que mais influenciou no quesito “diferença”, foi a adaptação de quase todas as classes presentes no GT Sport, representando cada equipe, por cada carro devidamente selecionado. No game original, era possível escolher qual equipe pretendia defender. Em seguida, você escolhia qual marca/montadora que queria ter apoio para fornecer os bólidos! Em dezembro de 2018, foi revelado o primeiro teaser do campeonato, indicando, de cara, que iria ser um tributo ao game - a sacada não foi das mais espertas, uma vez que a surpresa acabou sendo “entregue” para os pilotos. No entanto, depois de quase um mês sem novidades, apareceram as primeiras fotos dos primeiros carros selecionados para serem representados no campeonato. Tratava-se de todos os carros do “1st Heat” - a primeira fase que você corre no R4. Aqui no GT Sport, o papel foi interpretado por carros Ferrari F40, Porsche 911GT3 996, Dodge Viper GTS e a Lamborghini Diablo, nas respectivas equipes: Racing Team Solvalou (RTS), Pac Racing Club (PRC), Dig Racing Team (DRT) e Micro Mouse Mappy (MMM). Depois do primeiro teaser, foi revelada aos poucos a lista completa. Como dito anteriormente, tudo isso foi um contexto totalmente fora do que a GTStage está acostumada.


Os pilotos inscritos foram todos sorteados e selecionados à sua devida equipe. A RTS, por exemplo, contou com Geovanne Ferreira e Nick Nagano, pela primeira vez correndo juntos em uma mesma equipe (depois de anos de rivalidade), além de Fernando Xavier integrando a equipe italiana.


A DRT teve uma equipe forte representada por Alexandre “Juninho” Júnior, Pedro Petry e Lucas Furlan. Dois desses pilotos são constantemente vistos no pódio.
A PRC - cotada como a favorita desde o princípio - teve uma invejável lista de pilotos contratados: Julio Molchan, Jordy Vaniel, Pedro Gomes e Wagner Maurente! Nos primeiros dias do campeonato, a PRC foi a única com quatro pilotos.

Já a MMM teve como pilotos inicias o americano aleatório Mikhail Jackson, o riquinho Thiago Prado, e o fotógrafo e corredor de rua (interpretar na forma não-automotiva) Gian Carvalho. Que trio do barulho, não? A primeira e a segunda etapa fizeram parte do 1st Heat, e aconteceram respectivamente em Tokyo Expressway Central e Dragon Trail. A PRC teve um dia conturbado ao descontentar-se com seu Porsche 996 GT3, mas conseguiram pódio na primeira corrida, com Wagner Maurente vencendo e Jordy Vaniel em terceiro - sob pressão da DRT, que terminou a prova com um carro em segundo (Juninho). No entanto, na etapa de Dragon Trail (interpretando Wonderhill do game original) a RTS deu o troco na equipe japonesa, com a vitória de Geovanne. O melhor da DRT nesta corrida foi, novamente, um segundo lugar.







Foi definida então a grande batalha entre Solvalou e Pac-Man no ranking de equipes. Além disso, mais 3 pilotos foram inscritos posteriormente (Alexander, Mohamed Raafat e Zed Richfield), distribuídos para cada uma das equipes que tinha um line-up de 3 pilotos, todas passando a ter 4 pilotos no total. No 2nd Heat, a DRT, com seu belíssimo Viper GTS Gr.4, foi muito bem administrada e conduzida por Alexandre Júnior, vencendo a primeira em “Edge of the Earth” (interpretado por Tokyo East Outer Loop). Seu companheiro de equipe, Pedro Petry, conseguiu expandir a pontuação da equipe azul, conhecida pelo desastroso retorno financeiro no game original.



Na “Out of Blue” (interpretada por Tokyo South Inner Loop), a RTS comandou a primeira parte, mas logo veio perdendo rendimento volta após volta. Juninho, vencedor da Edge of the Earth, nesta corrida, teve problemas com um dos pilotos da MMM, resultando em um descontentamento durante a corrida e consequentemente uma batida proposital que jogou o Citroen GT #86 da equipe adversária pra fora do percurso principal. A manobra foi investigada por quase 3 horas, e foi decidido que o piloto da DRT fosse punido em 25 segundos, além de largar na última posição da próxima corrida. A sorte que Juninho teve, foi do rapaz da MMM (que não vamos mencionar por motivos copyright frescura) ter sido punido também, na mesma corrida, por um incidente envolvendo um dos carros da PRC, que perdeu controle depois de um contato com o carro francês no início da prova. A punição de ambos fez com que Juninho, ainda sim, terminasse na frente do piloto da MMM.



A PRC, devido à punição dada ao piloto da DRT na última corrida do 2nd Heat, acabou com a mão na taça, entregue às mãos de Wagner Maurente, a bordo do PRC NSX #78, clamando a segunda do piloto e o único a fazer tal feito até então. Em contrapartida, a RTS ampliou sua liderança ao carimbar dois pódios seguidos. No terceiro “Heat”, oficialmente chamado de Final GP, vimos uma inesperada atuação de um dos novos pilotos da RTS: tratava-se de Zed Richfield, britânico que acabava de fazer sua estreia não só no campeonato, como também na GTStage. O piloto foi autor de uma “hat-trick”, consistindo em pódio, best lap e vitoria. Nesta corrida, que foi disputada em Suzuka East Course (interpretando Phantomile), houve bastante troca de posições entre pilotos e equipes, além de ser o pior desempenho da RTS (mesmo que tenha levado a vitória) ao ter dois pilotos terminando nas últimas posições. A MMM fazia sua melhor corrida, com um dos dois carros presentes terminando no pódio. Juninho tornou-se notório nesta corrida ao ser o único abandono depois de apenas 10 minutos de prova.



Duas semanas depois, mais duas corridas foram feitas no cronograma do Final GP: “Brightest Nite” e “Heaven and Hell”, interpretadas respectivamente por Tokyo South Outer Loop e Circuit Saint Croix B. Nas duas corridas, não sobrou pra ninguém, foi o dia em que Wagner Maurente “smashou” a concorrência, se tornando campeão automaticamente ao vencer as duas corridas e, claro, foi o principal responsável por levar a disputa de equipes até a final, uma semana depois. Infelizmente, esta parte do Final GP foi, até então, a mais esvaziada do campeonato (com apenas 7 pilotos correndo).



Chegando na última etapa do campeonato, disputada em Blue Moon Speedway, interpretando a final do R4, conhecida como “Shooting Hoops” - a corrida que define o game original, feita no calendário interno de 31/12/1999, última data daquele ano, disputada com protótipos e onde fica conhecido o então coroado(a) do Real Racing Roots. Como o campeão de pilotos foi definido já na penúltima etapa do RRR GTStage, bastava saber quem se tornaria campeão entre as equipes, disputada internamente entre PRC e RTS.

Bastou a presença da RTS deixar a equipe automaticamente com status de campeã: foram 3 carros inscritos nesta corrida, contra apenas 1 da PRC. Embora a DRT não tivesse chance alguma de triunfar nas equipes, eis que Pedro Petry, enquanto que seu companheiro de equipe (Juninho) acabava abandonando no meio da corrida, colocou as mãos na taça da vitória da corrida final, vencendo pela primeira vez oficialmente na GTStage - e dando mais uma vitória ao time americano.

Automaticamente, a RTS já conquistava o campeonato na final, sem muito alarde, e sem comemoração, também. E isto foi o lado ruim do campeonato... ANÁLISE GERAL APÓS O ENCERRAMENTO DO RRR GTSTAGE

Como a maioria pôde notar, apesar dos teasers, e da aposta ousada em fazer um campeonato 100% referencia a um clássico cult do PlayStation, o RRR GTStage não atendeu às expectativas. O campeonato em si, foi bastante trabalhoso para organizar e montar. Além disso, não são todos que jogaram o clássico da NAMCO, passando a ser uma direção de nicho total. Muitos pilotos apenas correram por pura camaradagem - o que, de fato, foi bom. No entanto, logo após o 1st Heat, ficou escancarado o baixo interesse e azar que inclusive resultou em uma punição bastante chata na quarta corrida do campeonato. Ao entrar no Final GP, mesmo com um razoável grid em Suzuka, a coisa simplesmente desandou e o campeonato encerrou apenas com 6-7 pilotos correndo. Dado ao fato de que muitos também não conseguiram correr por compromisso pessoal, outros não correram por falta de interesse e de empatia tanto quanto ao game original (R4), quanto ao “game ferramenta”, o GT Sport. Foram cerca de seis longos meses de preparo antes da competição se concretizar, e mais quatro só pra abrigar o campeonato no calendário da GTStage. Claro, o resultado não agradou em nada a organização. Embora haja dever de cumprimento, infelizmente o RRR GTStage acabou se tornando único e inesquecível, no bom e no mal sentido. Pra quem participou do campeonato e gostou da proposta, sinta-se feliz de ter feito parte disso. E, sinta-se completamente triste por esta ser a primeira e única temporada do RRR GTStage da história. Não haverá segunda temporada... Um total de 18 pessoas diferentes alinharam no grid. 3 equipes e 5 pilotos diferentes acabaram vencedores de alguma etapa. Wagner Maurente (PRC) conquistou o título de pilotos merecidamente, enquanto que a squadra corsa Racing Team Solvalou (RTS) tornaram-se campeões entre as equipes participantes. Cerca de 16 carros foram utilizados, em mais de 30 combinações de numeração e livery. Um trampo do caralho! Mas enfim, o dever foi cumprido! Em nome da organização da GTStage, meu muito obrigado por ter participado disto e por continuar mantendo esse ambiente vivo.

- ARQUIVO COMPLETO DO CAMPEONATO Mais competições virão, podem apostar!


Mas antes... Bora um racha depois do almoço? Eu te faço você respeitar, resolveremos isso como entusiastas adultos! A primeira Adesivagem é cortesia...

1 de abr. de 2019

Kazunori Yamauchi é demitido pela Sony após vídeo de "dancinha" se tornar viral


O fundador e principal responsável pela produção da série que definiu a GTStage como um todo, Gran Turismo - mais precisamente, Kazunori Yamauchi, foi demitido há poucas horas do departamento geral da Sony.

A SCCI alegou que, em carta aberta, Kazunori Yamauchi (e também parte de sua equipe dentro da Polyphony Digital) fora demitidos devido aos constantes virais que acabaram acontecendo em eventos oficiais de competições envolvendo seu título mais recente: Gran Turismo Sport.

Os videos (totalizado em três ou quatro, de acordo com a mítica internet) mostram claramente o produtor exaltado dançando como se estivesse em um puteiro. O japonês está sendo acusado, também, de pedofilia, no entanto, é uma informação rasa e não podemos explorar como verídica.

Mais detalhes serão revelados em breve.

E com isso, a Polyphony Digital terá um novo diretor em torno de cinco dias, de acordo com o porta-voz geral da Sony no Japão.

Imagem relacionada

Feliz dia do amig... digo, do Primeiro de Abril! #GTSTAGE #ZUERA #RALÁ

1 de fev. de 2019

Tsukuba 60 Minutes Race - Primeira corrida de 2019 tem vencedores de Hong Kong e muitas disputas



Janeiro é conhecido como um mês "vazio" para os brasileiros, muito calor, ferias e é o mês antecedente do carnaval, mas mesmo assim houve disposição para a primeira prova de 2019. Aconteceu no dia 19/01 (sábado) e teve como palco o pequeno circuito de Tsukuba (somente 2,045 Km!), no leste do Japão, onde os pilotos tiveram que batalhar durante 60 minutos, o carro escolhido para a etapa foi o Toyota SF-R Racing Concept, uma espécie de "esportivo ultra-compacto" nas palavras do piloto Pedro Petry.

Baixa potencia, alto grip mecânico e entre eixos curto em uma pista pequena parecem ser uma formula perfeita para ótimos pegas, e realmente foi, durante as 62 voltas completadas menos de um quarto delas não tiveram nenhum tipo de disputa. Mas antes de falar da corrida devemos falar sobre os visitantes dessa etapa, Jay C Wong e Kris Lo de Hong Kong acordaram as 6h da manha horário local (haja sede de corrida!) para disputar a etapa, e dos Estados Unidos Mikhail Jackson também participou, a GTS agradece a presença de vocês!

No qualify Jay e Kris da Team FSR HK mostraram à que vieram, Jay fez um temporal de 57.027, 280 décimos mais rápido que o segundo colocado Wagner Maruente, míseros 54 centésimos mais rápido que o terceiro colocado Kris Lo, a quarta colocação ficou com Bruno Gavilaça seguido de Diego Gerpe e Julio Molchan, a quarta fila era formada por Pedro Petry e o estreante Cesar Augusto, a partir da quinta fila todos os pilotos viraram na casa dos 58 segundos, foram eles Geovanne Ferreira, Jordy Vaniel, Pedro Gomes e o americano Mikhail Jackson, por não participar do qualify Matheus Lopes largou no fim do grid. Infelizmente Pedro Gomes e Cesar Augusto não conseguiram terminar a corrida por desconexão. 

Na largada Jay e Kris tomaram a ponta seguidos por Wagner Maruente, que largou mal e perdeu a segunda colocação para Kris e logo em seguida para Bruno Gabriel tomando a terceira colocação, mais atrás Matheus tentou uma ultrapassagem dupla por fora após boa largada, mas o arrojo do piloto não foi efetivo por conta da largura da pista. Logo na segunda volta Bruno faz uma ultrapassagem em Kris, que saiu da pista e quase acertou Diego Gerpe no retorno à pista, Diego com ótimo reflexo desviou do impacto, por consequência o piloto carioca acabou perdendo contacto com os lideres.

A grande batalha da corrida, sem duvidas foi entre Wagner Maruente e Bruno Gavilaça, a partir de um erro de Bruno na volta três Wagner tomou a segunda posição de Bruno em uma ultrapassagem por fora, por causa desse erro Bruno volta a brigar com honconguês Kris, que tomou a posição de Julio, a briga entre os dois durou incríveis onze voltas até que Bruno foi aos boxes.

E falando em boxes os primeiros à entrar foi a dupla Pedro e Jordy, logo na volta 14 os tanques de seus Toyotas já estavam secando, isso se deve à um ajuste de transmissão mais curto que fazia com que o pequeno motor de 1,5L trabalhasse em rotações máximas durante grande parte da pista. Segundo o chefe de equipe a ideia era ser o mais rápido possível durante 3 stints de 15 minutos e guardar combustível no quarto, na volta seguinte Julio e Bruno pararam, o piloto que parou mais tarde foi Geovanne que parou na volta 17.

Quem abriu o segundo stint cedo foi Julio, na volta 28, sua estratégia envolvia poupar gasolina e usar pneus duros na ultima parte da corrida, mas o que ele não esperava era que as ultimas quinze voltas iam pegar fogo. A corrida terminou com Wagner indo a caça de Bruno pela terceira colocação, essa batalha de tirar o folego durou 14 voltas, a pressão do piloto gaúcho era enorme e mesmo com os erros e o desgaste intenso dos pneus (Bruno fez seus pneus durarem 18 voltas!) segurou a onda, infelizmente nem tudo são flores para o piloto que atualmente reside em Dublin, um toque acidental  em Geovane, na volta 47, que ocasionou uma espalhada para a grama, após avaliação a direção considerou um incidente de "Tipo L" que resulta em punição de 10 segundos.

A corrida terminou com Jay isolado na ponta, Kris em segundo e Wagner em terceiro, a surpresa ficou por conta do quarto lugar de Diego Gerpe, que foi constante durante toda a corrida, após a punição Bruno terminou em quinto, e por causa do erro de estratégia Julio terminou apenas na setima colocação, logo atrás de Geovane Ferreira.


Resultado do Qualify
Resultado da Corrida
Galeria

Interview:
1st - Jay C Wong/ Team FSR HK SF-R: (traduzido do Inglês)"Muito Organizado!!!Ótima e amigável comunidade com bom espirito esportivo! Obrigado novamente à GTStage por aceitar dois asiáticos para fazer parte desse evento. Eu e Kris definitivamente vamos participar dos próximos eventos se possivel."
6th - Geovanne Ferreira/ G-Tuned Nippondenso: "Corridão, começamos o ano muito bem, já imaginava que eu seria um dos pilotos do meio do grid e acabei largando em 9th, felizmente a 'estratégia' deu certo e acabei tendo melhores voltas de parada que a maioria, o que me rendeu um 6th final. Feliz demais com a participação dos estrangeiros que deram um show em todos os aspectos e com a corrida em si, que deu super certo depois da relargada..."

24 de dez. de 2018

Final do SUPER GTS 3 em Le Mans é marcada por punição, vitória da G-Tuned e terceiro título de Alexandre Junior na GTStage!

No dia 8 de dezembro de 2018 aconteceu a final do SUPER GTS Season 3. Os carros foram transferidos da Áustria até a conturbada França, na lendária cidade de Le Mans, dona do maior palco automobilístico do mundo: as 24 Horas de Le Mans. Em uma corrida de uma hora, Geovanne Ferreira (#89 G-Tuned NISMO GT-R) acabou abraçando a vitória após uma punição comprometendo a corrida de Alex Moura (#12 GT LAB XANAVI NISMO GT-R). O campeonato, enfim, acabou nas mãos de Alexandre Junior (#75 Pioneer SPOON NSX CONCEPT-GT).

Continuando sua saga na Europa, o SUPER GTS 3 se despede desta vez passando sua última jornada na lendária cidade de Le Mans e no circuito de "La Sarthe". O lendário circuito já fez parte do campeonato na primeira temporada - sendo, inclusive, palco do GTS All Stars IV, que na época, integrou-se como etapa das duas primeiras temporadas do SUPER GTS. O circuito é amado por todos, ao mesmo tempo que odiamos seus sistemas de punição (Obrigado pela estupidez, Polyphony!).

A previsão era ver a casa cheia novamente, porém, houve um pequeno desbalanço, e mais uma vez a corrida não passou de 12 cabeças. Os desfalques, já começando, ficam por conta de Lucas Furlan (já esperado), Pedro Gomes (de última hora) e, Wagner Maurente. No caso de Wagner, foi uma dose de azar: o jovem vencedor das duas últimas corridas do SUPER GTS 3 e também o ÚNICO capaz de derrotar Alexandre "Juninho" na competição pelo título, passou mal e desalinhou seu carro da pista, recolhendo o belo Lexus RC F "Konica Minolta" #57 pra garagem após fazer pequenas voltas de instalação após a abertura dos portões de Le Mans.

Sendo assim, teoricamente, Juninho já era campeão, independente da posição que chegasse, pois nenhum iria conseguir batel na pontuação.
Mas, começando pelo qualifying, Alex Moura (#12 GT LAB XANAVI NISMO GT-R) já teve seu destaque logo no inicio, marcando a melhor parcial e garantido sua primeira pole position no grupo. Em segundo lugar, desafetado pelo lastro e pego pela surpresa, Pedro Petry, protagonista de corridas ruins, garantiu o carro atrás do pole. Fernando Xavier, da Maxwell Motorsport with NAG-R, embora com 9% de lastro do regulamento, conseguiu um belo feito marcando a terceira ponta. O top 3 do qualifying foi tomado por GT-R's.

Em quarto, não muito distante de Fernando nas parciais, Juninho, como sempre, acabou fazendo o impossível e colocou o seu #75 Pioneer SPOON NSX CONCEPT-GT próximo dos três primeiros colocados. O Honda NSX de Juninho é o carro mais pesado do grid, com 16% de lastro e com mais de 200kg do peso original do regulamento. Um completo FAUSTÃO.

Geovanne, também afetado pelo lastro, marca a quinta na grelha. Julio Molchan, no #23 Molchan Sport NAG-R Boeing RC F, em um modesto desempenho comparado à sua última corrida, conseguiu o sexto lugar, o primeiro dos Lexus e na frente de seu parceiro e sócio no campeonato, Nick Nagano, no #3 NAG-R NSX, que por falta de treino e pouca noção, fixou-se na sétima colocação. Jordy Vaniel, da Momo Corse, conseguiu colocar seu Honda NSX pelo menos na frente do #8 SEIKO Lexus de Matheus Lopes, que fecha o grid em oitavo lugar. Matheus Figueró trouxe nas últimas seu belo #59 JACCS NSX e por não ter feito tempo, ficou com a última posição - totalizando nove para o start da corrida.

RESULTADO DO QUALIFYING AQUI!

Como já mencionado, Wagner, embora tenha comparecido ao cronograma, infelizmente tomou um DNS (Did not start) na tabela oficial e, oficialmente, a partir dali, Juninho se tornaria campeão por antecipação!!!
E a corrida começou apertada, com todos os carros espremidos, e Alex Moura perdendo o first place para Pedro Petry, que efetuou a passagem por dentro e abocanhou uma distância considerável na liderança, enquanto o restante se atrapalhava ao encontrar espaço na pista.

Nick Nagano conseguiu pegar a terceira colocação logo após a Dunlop Chicane, com Fernando despencando pra sexto. Na reta também houve perdas de posições, como por exemplo Juninho, que fez um bom qualifying, despencou pra oitavo lugar com seu #75 Pioneer SPOON NSX CONCEPT-GT campeão.
Tentando se intrometer na briga dos dois GT-R's da ponta, Nick, no #3 NAG-R NSX, conseguiu ultrapassar Alex Moura e caminhava em busca de Pedro, no #88 Petry Motorsports GT-R. Porém, não demorou pra sofrer novos ataques do #12 GT LAB XANAVI NISMO GT-R de Alex, que tinha mais carro e um melhor acerto pra corrida. Durante essa intervenção, Julio vinha buscando posições ao largar em sexto, conseguiu o quarto lugar na primeira volta, mas voltou à sua posição de origem logo em seguida.
O novo ataque do goianiense, a bordo do #23 Molchan Sport NAG-R Boeing RC F, aconteceu na entrada da primeira chicane da reta na volta seguinte, após um pequeno susto cometido por Fernando, no #21 Maxwell NAG-R GT-R e um descuido de Jordy, do #86 APEXi Momo Corse NSX. Geovanne, pilotando o #89 G-Tuned NISMO GT-R, foi se concentrando em quinto lugar, e segurou o máximo que pode para não ser "engolido" pelo GT-R rival de Fernando e protagonizar, mais uma vez, uma eventual briga com Julio - que já havia acontecido nas primeiras voltas.

Nick perdeu a grande e enorme chance de buscar os GT-R's lideres, após enfiar seu carro na brita da Ford Chicane: voltou em sexto lugar, com a faca nos dentes e disposto a atacar seu companheiro, que na ocasião era Fernando.

O primeiro abandono da corrida acabou sendo Julio Molchan, alegando problemas de adaptação com seu Lexus RC F, vitimado pelo lastro do campeonato. Com essa, Fernando acaba beneficiado e sobe pra quarto lugar, e fazendo de tudo pra buscar Geovanne.

Pedro e Alex simplesmente disputavam uma bela briga valendo a tão sonhada primeira colocação. Um dia de glória principalmente pro #88, que nunca viu a primeira colocação tão fácil assim. Mas não foi fácil, pois Alex Moura estava em "hard mode", e prestes a passar a qualquer momento. A briga se estendeu até a volta 6, em um completo show pro torcedor sortudo que pôde presenciar o evento no dia. Após a ultrapassagem na volta 7, Alex Moura começou a se distanciar, mas de uma forma muito suspeita, com a organização de olho a cada passagem do piloto na Ford Chicane...

Pedro Petry, então, foi perdendo ritmo a cada volta aberta por Alex Moura, se distanciando completamente de todo mundo. À essa altura do campeonato, Geovanne, no #89 G-Tuned, se aproximava do #88 Petry e na volta 9, Pedro enfiou seu carro na caixa de brita após a Porsche Curves, e Geovanne pôde efetuar a ultrapassagem de forma tranquila e assumir a segunda posição.
Fernando, ao entrar na Indianapolis Curve, escorregou, perdeu tempo, e acabou dando chance para Nick efetuar - finalmente - uma ultrapassagem após seu susto na Ford Chicane, caminhando para uma eventual briga pelo pódio.

Alexandre "Juninho", então declarado campeão por antecipação na corrida, teve um mau estar durante a corrida e recolheu seu carro para a garagem em uma eventual possibilidade de retornar para terminar a corrida. Independente do resultado, já sabe qual é a dele, né?

Com a parada do #75 Pioneer SPOON NSX, foi a grande chance de Matheus Figueró de conquistar uma boa sétima colocação geral. O outro Matheus (o Lopes), piloto do #8 SEIKO Lexus RC F GT500, na qual chegou a disputar com "Fig" no pelotão de trás, acabou abandonando após uma quebra, consequência de suas constantes escapadas de pista e internet. Foi o último chassis declarado "DNF" da corrida.
Jordy Vaniel vinha em uma corrida estável na sexta colocação - o máximo que pôde fazer, segundo o próprio piloto, a bordo do #86 NSX patrocinado pela Momo Corse.

A corrida se tornou estável para todos os carros após a volta 12 até o fim. Embora o #3 NAG-R NSX tenha tirado uma pequena diferença do #88 Petry Motorsports GT-R, não foi o suficiente pra buscar. E Alex Moura, após cruzar a quadriculada, foi prontamente investigado e o resultado final da corrida acabou com as expectativas do jovem piloto (novato na GTStage) de conquistar sua primeira vitória em sua terceira corrida no grupo. A organização deu 90 segundos de atraso do resultado final de Alex, após o piloto exceder os limites da - já citada anteriormente - Ford Chicane, despencando pra quinta colocação.
Sendo assim, a vitória acabou nas mãos de Geovanne Ferreira, do G-Tuned NISMO GT-R, encerrando o campeonato com todos os chassis da Honda, Lexus (Toyota) e Nissan se tornando vencedores de todas as corridas! Esta é a primeira temporada do SUPER GTS que mais de dois modelos de um carro se tornam vitoriosos geral. Uma temporada inesquecível que ficará para a história como o retorno de um hiato de mais de 3 anos e o equilíbrio interno! 2018 não poderia encerrar da melhor forma!

Parabéns Geovanne pela vitória, e parabéns Alexandre Junior pela conquista do título!

E parabéns Wagner Maurente e Julio Molchan por também serem vencedores de corridas do SUPER GTS 3!

RESULTADO DA CORRIDA
POINT RANKING
GALERIA

A SEGUIR, O INTERVIEW!

Winner - Geovanne Ferreira [G-Tuned], #89 G-Tuned NISMO GT-R
"Consegui fazer uma boa corrida e manter um ritmo de prova legal, larguei sem torque nenhum e fui ultrapassado, mas consegui buscar aos poucos e aproveitei dos erros de alguns para abrir vantagem, um ótimo desempenho pro encerramento, mesmo com um lastro considerável. Corridão!"

Segundo lugar - Pedro Petry [Petry Motorsports]. #88 Petry Motorsports GT-R GT500
"Corrida memorável, primeiro pódio nunca se esquece, pena que o Wagner Maurente, Alexandre Júnior não correram, e cometi alguns erros bobos que custaram a vitória. Agora é comemorar o segundo lugar."

Terceiro lugar - Nick Nagano [NAG-R], #3 NAG-R NSX CONCEPT-GT
"Como de costume, mais uma corrida perdida por ter cometido vários erros e escapadas de pista. Sorte que rolou punição e herdei o pódio, porém não foi uma boa corrida no geral, embora tenha acompanhado esse mar de GT-R nas primeiras voltas. O campeonato em si não foi dos melhores, mas foi emocionante! Espero pelo melhor nas próximas corridas no futuro! Parabéns a todos!"

CAMPEÃO SUPER GTS Season 3 - Alexandre Junior [SPOON Sports], #75 Pioneer SPOON NSX CONCEPT-GT

MUITO OBRIGADO A TODOS QUE FIZERAM PARTE DESSE CAMPEONATO! CONTO COM A PRESENÇA DE VOCÊS NOVAMENTE NO SUPER GTS 4, JÁ CONFIRMADO!